Chapecoense x Santos
Assisti ao jogo. A defesa não conseguia marcar o meia-esquerda Ítalo, nunca vi de tão rápido. O Danielzinho está no Santos, veio de mala e cuia do Mirassol; tadinho, acha que os nossos catimbeiros são sérios, ajuda muito, prestativo-inocente, busca a bola no quintal. E ele faz um magnífico gol de aproveitamento de falha de defesa da Chape. Depois um chuá do Gabriel Menino, bola difícil em curva na gaveta superior Léo Vieira. Em meio a essa constante posse de bola, com 18 finalizações - horríveis, por sinal, o Estádio Condá, lotado, o time adversário ergueu as mangas: primeiro num pênalti, mais do que claro. O Brazão praticamente abraçou as pernas do atacante, gol - perfeito, bola de um lado, mansinha para a rede, e do outro a ponte sem fim do goleiro se enrolando no ar. Gol de escanteio, e do tipo estrada livre: passes curtos na área e passe no „vazio“ o jogador em velocidade carimba, e logo depois de escanteio, passe maroto na área, chute colocado, outro gol, e outro logo em seguida de cabeça. Foi e é para sempre: Chape 4 e Santos 2. Os comentaristas que acompanharam o narrador Daniel, olha, foram impecáveis. Ainda, lembrando, um deles disse mais ou menos o seguinte: o técnico, Gilmar Dal Pozzo foi esclarecido e ousado ao substituir um defesa para um meio-campo, isso possibilitou que a Chapecoense melhorasse a distribuição de passes com melhor precisão e quebrasse as linhas aproveitando os jogadores de velocidade e finalizadores. Foi um grande jogo, a Chape mereceu ter vencido o Santos.