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Mostrando postagens de maio, 2026

Perdemos outra vez

  Cheguei em casa antes do algoritmo. Logo em seguida veio me dar de dedo: “quem pensa que é? Quer se achar melhor que os outros que vêm comigo, pensa que pode me driblar, isso que fez pôs em risco outros idiotas iguais que podem acreditar que fez o certo; não fez.” Ficou lá em casa me enchendo; eu queria ver o time perder. Vi como pude. “Não vai abrir o bico? Estou falando com você.” Não dei bola, enganei a hora. Vi o troço, aquele bando em disparada chutando ou tentando levar o planeta para as redes. Vi. Sei lá, os caras pareciam cheios, lotados até as tampas de apostas. E aquela coisa me aporrinhando.  “Muda de canal, isso tem final programado.” Fiquei quieto fingindo que não existia. Hoje em dia nem se pode se iludir, a coisa persiste. No dia seguinte, depois do jogo notavelmente perdido, eliminei o gps. Agora venho para casa sem conexão - e de nenhum tipo. Na caixa de correios um recado: feio, anômalo, fora de moda.

Selecionados

                 A comissão técnica pode ser entendida: Renato, Jair Ventura, Filipe Luiz, Rogério Ceny e Rafael Guanaes. Pode parecer uma simplificação, uma atitude simplificadora. Parece simplista, mas vamos ver que em cada time há um sujeito de passe, de construção, de armação, intuitivo, de montar jogadas, de finalização, alguém que une, promove o ataque, e o de proteção, retaguarda e muito defensor que em um instante faz um inesperado lance que leva à meta, ao gol.           Às vezes, e quase sempre, o simples é simplesmente sofisticado, e o mais que sofisticado aprende da simplicidade. Para simplificar vamos pensar na sofisticação.         Temos gente do PR,    Operário Ferroviário, Ceará, RBB, Juventude, Chap, Coritiba, Atlético, Santos, Grêmio, Inter, Remo.          Fizemos uma ótima escolha e deixamos de lado muitos bons jogadores, e isso porque...

Copa rasa; alturas tortas

  Fiquei dispensado, a madeira pensa, torta, posta fora do rancho das madeiras retas. Muita gente foi dispensada da escola, do trabalho e da vida. O amontoado dos corretos fazem a cerca, e os de fora, tantas vezes desobedientes se espalham, fazem um lume demorado e se tornam cinzas, outros acabam por sustentar tabiques, ficam de arteiros, pensos, e quase sempre tornam-se assoalhos, passarelas, rotas giradas de caminhos, e de estranhos,  aparecem a cada tempo na exposição dos absurdos das diferenças.  Sempre penso no caule como a reta correta que eleva a copa, toda desandada. Devia ser assim, de poder entender a vida da árvore, a nos levar a compreender a Árvore da Vida. Quantas churrasqueiras, fogões, fábricas, serrarias, lareiras, ganham com o fim da picada, do fenomenal final técnico e tecnológico dos escombros, e das cinzas levadas sem nenhuma separação pedagógica e disciplinar para purificar a terra. Arvore os teus dias, seja pau para toda obra, erga o seu galhardo va...