Copa rasa; alturas tortas

 


Fiquei dispensado, a madeira pensa, torta, posta fora do rancho das madeiras retas. Muita gente foi dispensada da escola, do trabalho e da vida.

O amontoado dos corretos fazem a cerca, e os de fora, tantas vezes desobedientes se espalham, fazem um lume demorado e se tornam cinzas, outros acabam por sustentar tabiques, ficam de arteiros, pensos, e quase sempre tornam-se assoalhos, passarelas, rotas giradas de caminhos, e de estranhos,  aparecem a cada tempo na exposição dos absurdos das diferenças. 

Sempre penso no caule como a reta correta que eleva a copa, toda desandada. Devia ser assim, de poder entender a vida da árvore, a nos levar a compreender a Árvore da Vida.

Quantas churrasqueiras, fogões, fábricas, serrarias, lareiras, ganham com o fim da picada, do fenomenal final técnico e tecnológico dos escombros, e das cinzas levadas sem nenhuma separação pedagógica e disciplinar para purificar a terra.

Arvore os teus dias, seja pau para toda obra, erga o seu galhardo valor, quebre um galho de brota; faz brotar os sentimentos.

A poda rasa ao fim da tortura. A loucura descabelada de raízes, e o ápice da taça, vezes com frutos,  e com sementes, brotos envolvidos por galhadas, e pensante.

Mas pensa bem, quando puder entortar a lógica, que os de fora seguem dispersos, e em feixes, os retos na alameda sem álamo.

E penso que a reta necessita do arco sinuoso da volta, daquele meandro de arco que também necessita do uniforme básico da flecha. O bosque, a mata, a floresta de todos juntos e em separado, prometidos de verde e amados,  floridos.

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