Perdemos outra vez

 


Cheguei em casa antes do algoritmo. Logo em seguida veio me dar de dedo: “quem pensa que é? Quer se achar melhor que os outros que vêm comigo, pensa que pode me driblar, isso que fez pôs em risco outros idiotas iguais que podem acreditar que fez o certo; não fez.”

Ficou lá em casa me enchendo; eu queria ver o time perder. Vi como pude. “Não vai abrir o bico? Estou falando com você.”

Não dei bola, enganei a hora. Vi o troço, aquele bando em disparada chutando ou tentando levar o planeta para as redes. Vi. Sei lá, os caras pareciam cheios, lotados até as tampas de apostas. E aquela coisa me aporrinhando. 

“Muda de canal, isso tem final programado.” Fiquei quieto fingindo que não existia. Hoje em dia nem se pode se iludir, a coisa persiste.

No dia seguinte, depois do jogo notavelmente perdido, eliminei o gps. Agora venho para casa sem conexão - e de nenhum tipo. Na caixa de correios um recado: feio, anômalo, fora de moda.

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