Ainda volto para o lugar onde não estive
Eu me lembro. Meu tio. Design da terra. Modelo alemão, e a história disso. Dois carburadores. Meio que um prato para cima e outro virado à breca. Ele dirigia, minha tia regia aquela comunhão, e nós na boa exclusão. A estranha minoria. Um lado eram os legalistas familiares com assuntos do jeito deles. Do outro lado, a expectativa de uma parada e guloseimas como prêmio de bom comportamento. Carro verde. Duas portas. Setenta e pouco. Brasília. Depois tornou-se ex carro. Acho que é assim. Única viagem. A volta para casa. Por que voltar? A gente volta; a vida mesma. Urna quieta de poucos pensamentos, e tudo reina. Queria ter ficado onde não me queriam. Havia lugares lá, onde o cidadão infantil podia rir de dentro para dentro. Ainda volto, amarrado no silêncio, sem espantar palavras, sem olhar demais, sem essa democracia chata que tenho no peito onde não sou número certo. A quantidade menor. De longe, quando me distancio, quando carrego os mais pesados volumes, entro pela porta da frente e v...